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Montreal: passeios, restaurantes, hotéis, festivais e mais

Por Adrian Medeiros Atualizado em 17 jul 2019, 17h22 - Publicado em 24 set 2011, 11h13

Atualizado em julho de 2019

Montreal é a metrópole que representa as duas metades da alma canadense: a inglesa e a francesa. Segunda maior cidade de língua francesa do mundo depois de Paris, Montreal é também a capital do bilinguismo: seus moradores trocam do francês para o inglês com uma facilidade impressionante. Há bairros em que o inglês predomina e locais nos quais o francês é mais usado, mas em toda parte é possível encontrar pessoas que falam os dois.

Até quem não aprecia Beatles se lembrará de Lennon e Yoko em 1969, submetidos a um tiroteio de flashes na cama do Fairmont The Queen Elizabeth, em Montreal, em protesto contra a barbárie no Vietnã. Atitude congruente com o espírito da principal cidade da província de Quebec, com gente mais descolada do que se vê Canadá afora.

Porta da suíte 1742 do hotel Fairmont de Montreal
A suíte que dá chance à paz no Fairmont de Montreal ()

Trata-se de uma ilha interligada a ilhotas com 4 milhões de moradores, que ocupam os espaços públicos de acordo com as estações do ano: no verão, ao longo dos seus 500 quilômetros de ciclovias, em piscinas, praças com wi-fi grátis e parques; no inverno, engalfinhados nos 33 quilômetros de ville souterraine, túneis conectados ao metrô, com lojas e restaurantes que protegem os montrealers durante quase seis meses de neve.

Turista no Parque Outremont, Montreal, Canadá
Turista se orientando no Parque Outremont ()

Daí que a melhor época para visitar a cidade é entre abril e novembro. No resto do ano, não dá pra ficar na calçada mais que meia hora. Se você estiver por lá nessa época, e querendo se manter no nível do solo, uma saída é ficar saltando entre os estabelecimentos com calefação. Sobretudo os gastronômicos: Montreal é o segundo município da América do Norte em restaurantes per capita, atrás de Nova York.

Visite a Vieux-Montreal, região turisticassa e com edificações como a neogótica Basilique Notre-Dame, com mais de mil estrelas de ouro temperando um teto azul – só tenha paciência com a muvuca.

Vitral da Notre-Dame, Montreal, Canadá
Vitral da Notre-Dame ()

Uma boa parada é o Schwartz’s – a não ser que você seja veggie (não é o caso de Celine Dion, uma das donas) e não queira o pão de centeio com carne defumada. Fica no Boulevard Saint-Laurent, onde também se prova o deveras típico e não menos turístico poutine (batata frita com molho) do Patati Patata.

Schwartz's, Montreal, Canadá
Celine Dion pira no Schwartz’s ()

Boa em comida, excelente em arte. Onde mais se ganha dinheiro com esta última é no Mile-End e no Plateau Mont-Royal, bairros em revitalização e cheios de galerias. 

Já no Parc du Mont-Royal, ponto de esqui no inverno cujo morro deu nome à cidade, os domingos à tarde pulsam com o Tam-Tams, evento em que o povo leva todo tipo de treco pra batucar em sincronia como espadachins.

Tam-Tams, Montreal, Canadá
A batucada dos nossos Tam-Tams ()

Também na região central, o eixo Quartier des Spectacles-Quartier Latin recebe festivais de rua: são uns 200 a cada ano, efervescência pura nos de jazz (julho), de moda e de cinema, ambos em agosto.

Pra turma alternativa, o pedaço guarda lugares que fervem, como o roqueiro Foufounes Électriques, cheio de tatuados que flertam com o punk e bebem rum. E ainda o Gay Village, reduto LGBTQ, com cafés, butiques e restaurantes no fim do arco-íris. É tanta coisa que se torna irrelevante contar que o Cirque du Soleil nasceu em Montreal.

Gay Village, Montreau, Canadá
O Gay Village fica no metrô Beaudry ()

Experiências Obrigatórias

– Uma visita ao Parc du Mont-Royal;

– Assistir a uma partida do time de hóquei no gelo Montreal Canadiens;

– Explorar os museus e atrações do Parque Olímpico;

– Desfrutar da gastronomia fusion da cidade, um cruzamento de influências inglesas, francesas e nativas.

Crescent Street, Montreal, Canadá
A Crescent Street lateja dia e noite ()
Metrô Viau

Fica perto de algumas das atrações mais visitáveis da cidade. Caso da Torre de Montreal, a inclinada mais alta do mundo, cujo topo é acessado por funicular; do Planetário, inaugurado em 2013; do Jardim Botânico, com 22 mil espécies de plantas do planeta todo; do Insetário, com besouros gigantes; e do Biodôme, que reconstitui os diferentes climas e detém bichos como o nosso mico-leão-dourado, todos no Espace pour la vie (https://espacepourlavie.ca/).

Sua veia esportiva vai pulsar mais em uma visita ao Parque Olímpico (https://parcolympique.qc.ca/), onde rolaram os jogos de 1976, e ao Estádio Saputo, casa do Montreal Impact, que disputa a liga americana do nosso futebol

Plateau Mont-Royal, Montreau, Canadá

Parede é tela no Plateau Mont-Royal

Guia VT

Onde ficar

O Fairmont é o hotel onde John Lennon e Yoko tiraram as famosas fotos – na suíte 1742. O Delta fica no Quartier des Spectacles e o Alternative Backpackers tem café orgânico. 

Onde comer

Não perca o Schwartz’s, uma típica charcuterie de rua, e o Patati Patata, cujo hit é o poutine. À noite, vá ao Distillerie, que tem mais de dez drinques com vodca, e ao Foufounes Électriques.

O que fazer

Na região de Vieux-Montreal está a neogótica Notre-Dame, xará da igreja de Quebec. Se o frio apertar, compre um bom casaco na La Baie.

Saúde

Para entrar no Canadá, nenhuma vacina é obrigatória.

Línguas

Francês e Inglês.

Quando ir

Todas as estações do ano apresentam seus atrativos, dos agradáveis períodos de outono e primavera aos longos dias de verão e muitas diversões invernais, entre dezembro e fevereiro, quando os dias são mais curtos e pode fazer muito frio.

Documento

visto é exigido. Quem possui visto de turismo para os Estados Unidos pode solicitar o  eTA (eletronic Travel Authorization, autorização eletrônica de viagem).

Por Bruno Favoretto

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